top of page

ADEUS A UM GIGANTE: O Acre e o Direito perdem Moisés Alencastro.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 23 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 27 de dez. de 2025

Moisés Alencastro foi encontrado morto no dia 22 de dezembro em Rio Branco — Foto: Fernando Menezes/Arquivo pessoal
Moisés Alencastro foi encontrado morto no dia 22 de dezembro em Rio Branco — Foto: Fernando Menezes/Arquivo pessoal

O cenário jurídico e o movimento social da Região Norte amanheceram sob o peso de uma notícia devastadora. Na última segunda-feira, 22 de dezembro, o assassinato de Moisés Alencastro, aos 59 anos, em Rio Branco, não silenciou apenas uma voz; interrompeu uma trajetória de décadas dedicadas à defesa da dignidade humana e dos direitos das minorias.


Moisés não era apenas um advogado ou um assessor jurídico do Ministério Público do Acre (MPAC). Ele era um arquiteto de pontes. Em uma região onde o conservadorismo muitas vezes impõe barreiras ao diálogo, Alencastro colocou seu conhecimento técnico e seu carisma a serviço das causas LGBTQIAPN+ e do movimento negro.


Sua atuação na advocacia ativista foi fundamental para humanizar o Direito no Acre. Ele ensinou que a letra da lei só faz sentido quando serve para proteger os corpos que a sociedade insiste em marginalizar.


Encontrado em sua residência no bairro Morada do Sol, vítima de violência brutal, as circunstâncias da morte de Moisés lançam uma sombra de urgência sobre a segurança de defensores de direitos humanos. O abandono de seu veículo na Estrada do Quixadá e a ausência de sinais de arrombamento indicam um crime que a Polícia Civil, através da DHPP, tenta agora desvendar.


Para a comunidade jurídica, a pergunta que fica não é apenas "quem?", mas "o que esse crime representa?". A morte de Moisés Alencastro é um ataque simbólico a todos que lutam por uma sociedade mais plural.


Legado e Resistência

As notas de pesar emitidas pela OAB/AC e pelo Ministério Público não são protocolares; elas refletem o vácuo deixado por um profissional que transitava com a mesma elegância entre os tribunais e os movimentos de base. Moisés era a prova viva de que o Direito pode ser uma ferramenta de transformação social e afeto.


A Revista JS se solidariza com amigos e familiares, reafirmando que o legado de Moisés Alencastro continuará vivo em cada petição, em cada marcha e em cada jovem advogado que escolher a justiça como norte.


FAÇA PARTE DA NOSSA COMUNIDADE:

Instagram


Youtube   


Site  


Whatsapp


X/Twitter

Comentários


bottom of page