top of page

A Metamorfose de Tânia Soares: De Plano B a "Único Plano" do Denarismo.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Foto Reprodução Redes Sociais.
Foto Reprodução Redes Sociais.

A inelegibilidade de Antonio Denarium por 8 anos retirou o principal General do campo de batalha eleitoral direto. Diante disso, a pré-candidatura de Tânia Soares ao Senado mudou completamente de status.

  • Antes: Ela era uma aposta de expansão do grupo dentro do União Brasil, dividindo as atenções com o próprio Denarium (PP), que buscaria a outra vaga.

  • Agora: Ela se tornou a única herdeira viável do capital político da máquina governista destronada. Toda a estrutura que antes empurraria Denarium para o Senado agora precisa ser canalizada para ela. O recall da Setrabes e os programas sociais (o forte da imagem dela) viraram a principal arma de sobrevivência de todo o grupo.


O Balanço do União Brasil: Muita Sigla, Pouca Máquina

A foto com Antônio de Rueda em Brasília foi um movimento de antecipação. O grupo precisava garantir que o União Brasil nacional não roesse a corda após a cassação do Edilson Damião.

  • A Perda da Caneta: O partido perdeu o Palácio Hélio Campos. Embora mantenha o controle burocrático, o fundo partidário e o tempo de TV, a perda do controle imediato do orçamento estadual reduz severamente o poder de barganha do União Brasil para sufocar as rebeldia internas na Assembleia Legislativa.

  • O Fator Hiran e Zé Haroldo: A presença do Progressistas (PP) e do PSD na foto com Rueda mostra que a cúpula dos partidos aliados comprou o projeto de Tânia. O problema é combinar isso com as bases e os deputados estaduais, que agora veem um vácuo de poder e se sentem mais livres para negociar o próprio futuro.


A Invasão do PL e a Pressão das Duas Vagas

O cenário para o Senado ficou ainda mais congestionado com o avanço do PL em Roraima. O partido de Jair Bolsonaro não só saiu fortalecido com a votação expressiva de Arthur Henrique na eleição suplementar, como chacoalhou o tabuleiro com o anúncio da transferência do título de Hélio Lopes (Hélio Bolsonaro) para disputar uma vaga ao Senado no estado, com apoio explícito do ex-presidente.

  • O Funil Apertou: Roraima tem duas vagas. Se antes o grupo achava que conseguiria cravar as duas com facilidade, agora o jogo mudou. Tânia Soares (União Brasil) terá que disputar o mesmo eleitorado conservador e de direita com o candidato oficial do bolsonarismo (PL), em um momento onde a oposição local está altamente oxigenada pelo resultado de junho.



O Diagnóstico: O impasse do União Brasil em Roraima não é mais sobre "acomodar vaidades", mas sobre sobrevivência política. Tânia Soares tem o carimbo de Brasília e a união da cúpula (PP, PSD, União), mas vai disputar o Senado sem a caneta de governadora na mão do seu grupo e enfrentando uma direita rachada pelo PL. As convenções que começam agora em 20 de julho serão um teste de fogo para ver se essa "União por Roraima" resiste à planície.


Como você avalia essa divisão do voto bolsonarista/conservador entre a Tânia e a chegada do Hélio Lopes? Esse racha na direita pode abrir espaço para uma terceira via ou o eleitor roraimense vai acabar polarizando entre o legado do Denarium e o carimbo do Bolsonaro?


FAÇA PARTE DA NOSSA COMUNIDADE:


Instagram


Youtube   


Site  


Whatsapp


X/Twitter

Comentários


bottom of page