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Trump e Netanyahu: O Plano de 20 Pontos que Pode Finalmente Trazer a Paz (ou o Caos) em 2026.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 30 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
O presidente dos EUA, Donald Trump (à direita), se reúne com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (à esquerda), durante um encontro bilateral na residência de Trump em Mar-a-Lago, Palm Beach, Flórida, em 29 de dezembro de 2025. (Foto de Jim Watson / AFP)
O presidente dos EUA, Donald Trump (à direita), se reúne com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (à esquerda), durante um encontro bilateral na residência de Trump em Mar-a-Lago, Palm Beach, Flórida, em 29 de dezembro de 2025. (Foto de Jim Watson / AFP)

Em 29 de dezembro de 2025, o resort de Mar-a-Lago, na Flórida, foi palco de uma reunião de cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O encontro consolidou uma agenda focada na transição da guerra para a governança e na reconfiguração das alianças regionais após a queda do regime de Assad na Síria.


O tema central da reunião foi a execução da "segunda fase" de um plano abrangente apresentado por Trump para encerrar o conflito em Gaza. Este plano não é apenas um cessar-fogo, mas um roteiro de reconstrução e desarmamento.


Pilares do Plano:

  • Desarmamento Imediato: O plano exige que o Hamas e outras facções destruam sua infraestrutura ofensiva e renunciem a qualquer papel na governança.

  • Gestão por Technocratas: Prevê a criação de um governo de transição composto por profissionais (tecnocratas) palestinos, sob a supervisão de um Conselho de Paz liderado internacionalmente.

  • Zona Econômica Especial: O projeto inclui a transformação de Gaza em uma zona de investimento, com tarifas preferenciais para estimular a criação de empregos e a estabilidade social.


Um dos momentos mais comentados foi a declaração de Trump sobre o novo presidente sírio, Ahmed al-Sharaa. A mudança de tom dos EUA em relação a Damasco marca uma guinada pragmática na diplomacia.


"Ele é um cara durão (tough cookie). Você não vai conseguir um menino de coro para liderar a Síria." — Donald Trump sobre Ahmed al-Sharaa.


Trump defendeu a suspensão das sanções contra a Síria, argumentando que o país precisa de uma chance para sobreviver e se tornar próspero, o que seria fundamental para a paz regional. Ele expressou confiança de que Netanyahu e Sharaa "se darão bem" sob sua mediação.

Fotojornalista: Amos Ben-Gershom (GPO)/Divulgação
Fotojornalista: Amos Ben-Gershom (GPO)/Divulgação

Netanyahu, embora mantenha tropas em áreas estratégicas como o Monte Hérmon por segurança, reforçou que o interesse final de Israel é uma fronteira pacífica.

Destaques da fala de Netanyahu:

  • Fronteira Segura: Foco em eliminar ameaças terroristas na linha divisória com a Síria.

  • Defesa de Minorias: O premiê fez um apelo específico pela proteção dos Drusos e dos Cristãos na Síria e em todo o Oriente Médio, posicionando Israel como um garantidor da segurança dessas comunidades.


O encontro de Mar-a-Lago sinaliza uma tentativa de selar acordos definitivos antes do início de 2026. A estratégia americana parece focar em prosperidade econômica como substituta da ideologia, tentando integrar a nova Síria e uma Gaza reconstruída ao círculo de influência dos Acordos de Abraão.


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