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Nunes Marques vota para absolver Damião e impedir Denarium de disputar eleição até 2030.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 14 de abr.
  • 1 min de leitura
Nunes Marques | Foto: Reprodução.
Nunes Marques | Foto: Reprodução.

O cenário político de Roraima ganhou novos contornos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em um voto que equilibra rigor jurídico e preocupação com a estabilidade institucional do estado, o ministro Nunes Marques manifestou-se favorável à inelegibilidade do governador Antonio Denarium (Republicanos) até 2030, mas defendeu a absolvição do vice-governador Edilson Damião (União Brasil).


A decisão individual de Nunes Marques foca no abuso de poder político e econômico durante o pleito de 2022, reconhecendo que a máquina pública foi utilizada de forma a desequilibrar a disputa.



A Diferenciação entre Governador e Vice

O ponto alto do voto de Nunes Marques foi a tentativa de evitar uma instabilidade política ainda maior em Roraima. Ao votar pela absolvição de Edilson Damião, o ministro argumentou que não há provas da participação direta do vice nas condutas irregulares.


“Dentro de seis meses, teríamos cinco governadores do Estado de Roraima: o que renunciou, o que agora está, o que sucederá se ele [Damião] for afastado, o próximo que for eleito e o eleito em outubro”, alertou o ministro.



O Histórico do Caso

A ação, movida pela coligação de Teresa Surita (MDB) logo após as eleições de 2022, lista nove irregularidades graves. No Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), a chapa já acumulou quatro cassações. O caso agora chega ao seu capítulo decisivo em Brasília, onde o destino político do estado será selado pela corte superior.


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