Justiça condena psicólogo por 182 pareceres falsos em concurso da Polícia Penal de Roraima.
- Hermes Vissotto

- 7 de jul.
- 2 min de leitura

A Justiça de Roraima condenou o psicólogo Jorge Manoel Mendes Cardoso pelo crime de falsidade ideológica. A decisão é resultado de uma investigação que apontou a emissão de 182 pareceres falsos durante a etapa de avaliação psicológica do concurso para a Polícia Penal do estado, executado pelo Instituto AOCP.
O esquema de fraude
De acordo com a denúncia oferecida pela 1ª Promotoria de Justiça Criminal, Jorge Manoel era o responsável por coordenar a etapa de avaliação psicológica e pela análise dos recursos dos candidatos considerados "não recomendados".
Para conferir uma falsa aparência de legalidade aos pareceres que mantiveram a reprovação de dezenas de candidatos, o psicólogo inseriu indevidamente nos documentos os nomes e os registros profissionais de dois outros psicólogos que não integravam a banca examinadora e que jamais participaram do certame.
Consequências judiciais
Além da condenação criminal, a decisão judicial determinou que o profissional arque com o pagamento de R$ 81 mil em indenização por danos morais coletivos, valor que deverá ser corrigido desde 2021.
O promotor de Justiça Masato Kojima, autor da denúncia, destacou a gravidade da conduta:
"As provas demonstraram que houve a inserção deliberada dos nomes de profissionais que jamais participaram da banca revisora, como forma de forjar legalidade às respostas dos recursos administrativos. A responsabilização criminal reafirma que fraudes dessa natureza são capazes de comprometer a lisura de um concurso público e prejudicar centenas de candidatos".
Reincidência
As investigações apontaram que a prática não foi isolada. Segundo o Ministério Público, o réu utilizou o mesmo método para fraudar concursos realizados nos estados de Goiás e no Distrito Federal.

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