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Justiça concede prisão domiciliar a influenciadoras de RR envolvidas no ‘Esquema do Tigrinho’.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 4 de mai.
  • 2 min de leitura
Justiça concede prisão domiciliar a 'influencers do tigrinho' em RR — Foto: Reprodução/Instagram.
Justiça concede prisão domiciliar a 'influencers do tigrinho' em RR — Foto: Reprodução/Instagram.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a soltura, mediante cumprimento de prisão domiciliar, das influenciadoras digitais Ranielly Carvalho, Amanda Faria, Adrielly Araújo e Laís Ramos. Elas foram detidas no final de abril durante a Operação Mantus, da Polícia Civil de Roraima, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o consumidor ligados à promoção do "jogo do tigrinho".


A decisão, assinada pelo ministro Sebastião Reis Júnior, fundamenta-se na legislação brasileira que protege a primeira infância. O entendimento jurídico atual presume que crianças menores de 12 anos dependem dos cuidados diretos da mãe, garantindo o benefício da prisão domiciliar desde que o crime investigado não envolva violência ou grave ameaça.



O Caso: R$ 260 Milhões Movimentados

A Operação Mantus desarticulou o que a Polícia Civil classifica como uma organização criminosa que utilizava a influência digital para atrair vítimas para plataformas de jogos de azar ilegais. Segundo o relatório da investigação, o grupo movimentou cerca de R$ 260 milhões em apenas dois anos.


Durante a ação, foram sequestrados bens móveis e imóveis, além do bloqueio de aproximadamente R$ 68 milhões nas contas bancárias dos envolvidos. Entre os outros investigados estão o empresário Ruissian Ferreira (que pagou fiança de R$ 48 mil por posse de munição e foi solto), além de esteticistas e outros colaboradores do grupo.


Impacto Social

O caso levanta um debate nacional sobre a responsabilidade de criadores de conteúdo na divulgação de jogos de azar. Enquanto a defesa das influenciadoras foca no direito à maternidade e na ausência de violência nos delitos, o Ministério Público e a Polícia Civil seguem rastreando o destino do dinheiro e a rede de ocultação de patrimônio construída a partir das perdas dos apostadores.


Acompanhe o Portal Hermes Vissotto para mais atualizações sobre este e outros casos de repercussão em Roraima.


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