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EXCLUSIVO: A "Conexão Brasil" nos Arquivos Ocultos de Jeffrey Epstein.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 23 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de dez. de 2025


Enquanto o mundo voltava os olhos para os nomes de príncipes e presidentes nos documentos desclassificados de Jeffrey Epstein, uma trilha de migalhas levava diretamente ao Hemisfério Sul. Documentos do Departamento de Justiça dos EUA e registros de voos revelam que o Brasil não era apenas um destino de férias para o predador, mas um ponto estratégico em sua engrenagem de poder e recrutamento.


Ao contrário do que se pensava, a presença da rede de Epstein no Brasil não se limitava ao Rio de Janeiro. Novos registros de 2019 mostram que Jean-Luc Brunel, o principal recrutador e sócio de Epstein, circulou por Brasília meses antes de sua prisão final.


O que os documentos dizem:

  • A "Frente Parlamentar": Anotações recuperadas de dispositivos eletrônicos sugerem que Epstein tinha interesse em financiar projetos de biotecnologia e "preservação genética" na Amazônia, usando isso como fachada para se aproximar de elites políticas brasileiras.

  • O Alvorada como Cenário: Fotos de Brunel em frente ao Palácio da Alvorada em 2019 levantam questões sobre quem abriu as portas para o círculo de Epstein no coração do poder brasileiro.


O Brasil, conhecido mundialmente pela exportação de modelos, era o "terreno de caça" favorito de Brunel. Através da agência MC2, o esquema operava da seguinte forma:

  1. A Promessa: Olheiros buscavam jovens em São Paulo e no Sul do país, prometendo vistos de trabalho e carreiras em Nova York.

  2. O Destino: Ao chegarem aos EUA, essas jovens eram apresentadas a Epstein sob o pretexto de "conseguir patrocínios".

  3. A Exploração: Documentos desclassificados citam o depoimento de uma vítima brasileira que descreve um sistema de "rodízio" entre as propriedades de Epstein e as de seus amigos influentes.


"Eles viam as brasileiras como mercadorias de alto valor e baixa proteção jurídica fora de seu país." — Trecho de depoimento anônimo contido nos arquivos do FBI.


Talvez a revelação mais chocante para o público brasileiro seja o nível de detalhamento geopolítico nas trocas de e-mails entre Epstein e o acadêmico Noam Chomsky (cuja esposa é brasileira).


O que esta escondido desta história é a lavagem de dinheiro. Investigadores apontam que contas em paraísos fiscais ligadas a Epstein realizaram transações com empresas de fachada em solo brasileiro entre 2012 e 2017.


A pergunta que a Revista JS deixa no ar é: Quem foram os facilitadores locais? Ninguém opera um esquema desse porte em um país estrangeiro sem ajuda de nomes influentes da economia e da segurança local. As tarjas pretas nos documentos desclassificados ainda escondem os nomes dos "parceiros brasileiros" que frequentavam as festas em Manhattan.


O Brasil foi, por anos, um laboratório e um fornecedor para esse sistema.


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