A Ordem de Retorno: Polícia Federal convoca Eduardo Bolsonaro para reassumir cargo.
- Hermes Vissotto

- 2 de jan.
- 2 min de leitura

A Polícia Federal determinou o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao exercício de suas funções como servidor da corporação. A decisão foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.
Eduardo Bolsonaro é escrivão de carreira da PF desde 2010. Ele estava afastado do cargo há onze anos para exercer mandatos como deputado federal. No entanto, com a cassação de seu mandato pela Câmara dos Deputados no mês passado, a licença que permitia o seu afastamento perdeu a validade.
O despacho, assinado pelo Diretor de Gestão de Pessoas da Polícia Federal, Licínio Nunes de Moraes Netto, estabelece que o retorno deve ocorrer de forma retroativa a 19 de dezembro de 2025.
ENTENDA O CASO:

A Origem: Eduardo Bolsonaro trabalhou efetivamente na Polícia Federal por cerca de quatro anos antes de entrar para a política em 2015.
A Convocação: Agora, sem o cargo de deputado, ele volta a ser tecnicamente um agente público do quadro funcional da Polícia Federal.
O Destino: O ex-deputado deve se apresentar na sua unidade de origem, no Rio de Janeiro.
As Consequências: A PF advertiu no documento que a ausência sem justificativa poderá levar a punições disciplinares. Segundo o regime jurídico dos servidores federais, se um funcionário falta ao trabalho por mais de 30 dias seguidos sem explicação, pode ser demitido por abandono de cargo.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o início de 2024. Até o momento, a assessoria do ex-deputado não se manifestou sobre a decisão da Polícia Federal ou sobre quando ele pretende retornar ao Brasil para reassumir o posto.
Acesse o Ato Declaratório clicando no ícone abaixo:

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